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O que nos mantem

Autor
Milena Pereira
Classificação
16+
Editora
Independente
Páginas
356
Publicação
2026

Madison Blake era a definição de intocável. Líder de torcida impecável, sorriso milimetricamente calculado e uma vida que parecia um palco particular. Mas uma noite destruiu tudo. Um vídeo, uma exposição cruel e a perda de si mesma transformaram Maddie em um fantasma que agora usa a disciplina e a vaidade como uma armadura para que ninguém toque em suas rachaduras.

Theodore Carter nunca precisou de barulho para ser notado. O jogador de hóquei de olhar penetrante sempre viu através das máscaras de Maddie, enxergando a garota caçada.Ele carrega seus próprios demônios que o coloca constantemente no limite entre a proteção e a destruição.

No caos, eles se encontraram. Na dor, eles decidiram ficar. O que nos define é o que superamos. O que nos salva é o que mantemos.

Tropes: Ele se apaixona primeiro, Líder de Torcida x Jogador de Hóquei, Found Family, Grumpy x Grumpy

Este é o segundo livro da série Ashbourne University. Por ser uma série de casais diferentes, pode ser lido separadamente, mas atenção: por se passar no mesmo universo, contém spoilers do primeiro livro

RESENHA

A trama nos apresenta um romance intenso e emocionalmente carregado, centrado em personagens que vivem sob o peso da exposição, da culpa e das próprias fragilidades.

Madison Blake é construída como a típica garota perfeita: líder de torcida, admirada, segura e aparentemente inalcançável. No entanto, essa imagem desmorona quando um vídeo íntimo é divulgado, expondo-a a um julgamento cruel e à perda de controle sobre a própria narrativa. A partir desse momento, Maddie deixa de ser protagonista da própria vida e passa a sobreviver atrás de uma armadura feita de disciplina rígida, vaidade e frieza calculada. O livro trabalha com sensibilidade o impacto da humilhação pública, explorando temas como vergonha, isolamento e reconstrução da identidade.

Theodore Carter surge como contraponto à superficialidade do ambiente. Jogador de hóquei reservado, ele não se impressiona com a fachada de Madison. Theo enxerga o que está por trás do sorriso ensaiado: a garota ferida, acuada e tentando se manter de pé. Ainda assim, ele também carrega seus próprios conflitos internos, vivendo constantemente na fronteira entre proteger e se autodestruir. Essa dualidade torna o personagem complexo e humano, evitando o estereótipo do “salvador”.

O romance entre Maddie e Theo não nasce da leveza, mas do reconhecimento mútuo da dor. Eles não se encontram em um conto de fadas, e sim no caos — e é justamente isso que fortalece a narrativa. A história não romantiza o sofrimento, mas mostra como o apoio, a permanência e a escolha diária de ficar podem ser atos de resistência.

A obra aborda com delicadeza temas contemporâneos como exposição digital, reputação, saúde emocional e a pressão social sobre a imagem feminina. Ao mesmo tempo, reforça a ideia de que não somos definidos pelo pior momento de nossas vidas, mas pela maneira como decidimos atravessá-lo.

O que nos mantém é um romance dramático e intenso, marcado por personagens emocionalmente profundos e por uma mensagem central poderosa: o que nos salva não é a ausência de dor, mas aquilo ou aqueles que escolhemos manter quando tudo parece desmoronar.

Nota:
5/5

CADASTRE-SE PARA PARTICIPAR DOS NOSSOS SORTEIO, TODOS OS MESES.

Ana Carolina

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