Autor
Jenna Evans Welch
Classificação
14+
Editora
Intrínseca
Páginas
384
Publicação
2023
Willow sente que não pertence a lugar nenhum, por isso acredita que a única maneira de encontrar seu verdadeiro lar é viajando pelo mundo. Mas seus planos ficam em suspenso quando sua mãe ausente a leva até Salem para resolver uma herança inesperada. Recém-chegado à cidade das bruxas, Mason é um garoto solitário que sempre se sentiu deslocado. Ele vive entrando e saindo de lares temporários, e seu maior desejo é reencontrar a mãe, que não vê há muitos anos. Quando Willow e Mason se conhecem, a conexão é imediata. É como se as estrelas estivessem mandando um recado. E conforme o passado secreto e mágico da família de Willow vai se revelando, os dois terão que unir forças e talvez até lançar um feitiço para desvendar uma possível maldição que se perpetua há gerações. No primeiro livro de Jenna Evans Welch fora do universo da coleção Amor & livros, Willow e Mason vão descobrir, em meio a estrelas, coisas perdidas e muita magia, que é preciso coragem para abrir o coração e encontrar o verdadeiro significado de lar.
RESENHA
Feitiços para coisas perdidas é aquele tipo de livro que mistura magia suave, romance delicado e uma sensação constante de nostalgia, como se a história estivesse sempre caminhando entre o que foi perdido e o que ainda pode ser encontrado.
Willow é uma protagonista marcada pelo não pertencimento. Ela acredita que o mundo é grande demais para se ficar em um só lugar e que talvez o lar seja apenas um conceito distante. Já Mason carrega um vazio diferente, o de quem cresce sem raízes, pulando de casa em casa, alimentando a esperança de reencontrar a mãe que desapareceu de sua vida. Quando os dois se conhecem em Salem, a conexão entre eles não parece casual, há algo quase cósmico unindo essas duas almas solitárias.
A cidade, com toda sua herança mística, não é apenas cenário, mas parte viva da narrativa. Conforme o passado mágico da família de Willow começa a emergir, a trama ganha camadas emocionais e simbólicas. A possível maldição que atravessa gerações funciona menos como um elemento sombrio e mais como metáfora para traumas, ausências e silêncios que se repetem dentro das famílias.
Jenna Evans Welch constrói uma história sensível, com uma escrita envolvente e cheia de imagens poéticas, onde a magia não está apenas nos feitiços, mas nas escolhas, nos afetos e na coragem de se permitir ficar.
É um livro sobre perdas, sim, mas principalmente sobre reencontros, consigo mesmo e com aquilo que realmente pode ser chamado de lar.
Uma leitura aconchegante, doce e reflexiva, perfeita para quem gosta de romances com toque mágico e personagens que parecem reais justamente por carregarem tantas falhas e esperanças.



